quarta-feira, março 21, 2007

SOTAVENTO ALGARVIO REJEITA DESIGNAÇÃO "ALLGARVE"

O Ministro da Economia anunciou, na passada sexta-feira, na abertura da feira “Algarve Convida”, a criação de uma nova marca que resume o novo programa de valorização turística do Algarve.

“Allgarve” é a identidade deste programa que disponibiliza três milhões de euros para animação cultural e desportiva em 2007, com especial enfoque nos produtos sol e mar e golfe.

Perante esta realidade, a Associação Sotavento Algarvio decidiu tomar uma posição pública e comentar o que considera uma adulteração à marca Algarve. Desvirtuar o nome da principal região turística do país, já constitui por si só um motivo de rejeição a esta nova identidade que não é mais do que um atentado à coesão de uma marca há anos reconhecida e consolidada internacionalmente.

Outra questão que é sem dúvida pertinente é o facto de o Governo disponibilizar cerca de três milhões de euros para animação cultural e desportiva, privilegiando os produtos sol e mar e golfe. Se os principais produtos do Algarve são exactamente o sol e mar e o golfe e se os planos de marketing e o próprio PENT (que nomeia dez produtos de interesse estratégico para Portugal) defendem que deve ser reforçada a dinamização e valorização dos produtos turísticos emergentes como saúde e bem-estar, desporto, turismo de natureza, turismo cultural e turismo sénior, como se explica esta medida?

Por outro lado, foi referido que o “Allgarve” vem substituir a que vigorou no ano anterior, denominada de “Portugal Summer”. Segundo foi anunciado, esta campanha prevê a realização de grandes espectáculos de ópera, jazz, exposições de artes plásticas e eventos desportivos, e deverá preencher a lacuna que existe na oferta de eventos culturais na região.

A avaliar pelo ano anterior será legítimo da nossa parte relembrar o Governo de que o Algarve não se limita apenas a Vilamoura e Barlavento e solicitar que seja considerada a descentralização dos eventos, e que o “Allgarve”, se assim se mantiver a designação, seja transversal a toda a região e se estenda também aos concelhos da zona do Sotavento.

Por outro lado, deverá existir uma articulação mais estreita entre as iniciativas de animação e a necessária promoção dos mesmos sob pena destes não merecerem a visibilidade que deve acompanhar tão grandes investimentos.

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